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sexta-feira, 16 de março de 2012

Folhetim - Sonho de sorte - 61 -

                        - Como poderá um governo conceder à FAP milhões de contos? Há promessas nesse sentido?
                        - Ainda não. Porém talvez não passe um ano para que se concretizem.
                        - A senhotra directora pode explicar um pouco mais aos teleespectadores como conseguirá convencer um governo a entregar milhões de contos à FAP? - e Júlia respoondeu:
                        - Vou apenas referir um facto que talvez leve o governo a conceder fortes sobsídios a esta fundação: a deininnuição de desemprego para níveis baixíssimos , nas zonas onda a FAP actua e actuará.
                        - Já conseguiram baixar o desemprego onde têem actuado?
                        - De certeza. Peça à vossa empresa que faça um inquérito ao desemprego e à diminuição do subsídio de desemprego em Cacilhas, Almada e Caparica, após estes meses de acção da FAP. Entretanto, no futuro, mercê dos nossos investimentos, as surpresas neste domínio irão ser mais, muito mais.
                        - Que investimentos serão êsses?
                        - Começaremos pela investigação, por uma pequena indústria e - continuou Júlia - estamos estudando diversas alternativas.
                        - Quantas pessoas já trabalham nesta fundação?
                        - No primeiro mês contratámos cinquenta distribuidores além  de três pessoas para a administração. Neste momentos êsse número mais que duplicou.
                        -. É notável o que me diz senhora directora. Projectam contratar mais trabalhadores nesse retmo de admissóes? - perguntou Clara Renato.
                        - Êste grupo que agora reunimos é, digamos, a base do grupo que colaborará no que ambiciomámos que a FAP faça no futuro. Todos formam já um grupo exemplar.  
                        - Senhora directora, poderá explicar aos nossos telespectadpres porque chama grupo exemplar?
                        - Com tanto dinheiro na mão de tanta gente, tlivemos apenas três casos de desvio de fundos no primeiro mês, dois no segundo mês e  somente mais um em cada mês. Êsses cinco primeiros casos estão todos resolvidos sem haver necessidade de despedimentos nem de recurso aos tribunais.
                        - Quer dizer, não há roubos nem corrupção dentro da fundação?
                  Sem se perturbar, Júlia respondeu:
                        - Posso mostrar-lhe as fichas de todo o pessoal, para o comprovar.
                        - Qual o segredo a que atribui êsse sucesso?
                        . È um pouco complicado para quem não conhece a FAP mas simples e eficiente para todos nós. Agora apenas vos posso dizer que o nosso sistema se baseia em dois pontos: estebelecer uma comunicação quase permanente com todos os nossos colaboradores e não desprezar qualquer ideia ou opinião.
                        - Pode-nos explicar êsse milagre de conseguir comunicar con tanta gente?
                        - Não é milagre nem fomos njós que o inventámos, embora talvez o tenhamos melhorado. É o sistema de consulta e discussão em pirãmide, deve conhecer o processo. Cada grupo de oito colaboradores reune-se todas as semanas, durante uma hora , com o respectivo orientador ou mederador, o qual apresenta sempre um relato simples e resumido  do que se passou  na reunião, propostas, etc..
                Clara Renato disse algumas palavras de agradecimento a Júlia, e deu por finda a primeira entrevista e filmagem. A reportagem ficou completa com uma visita às instalações da sede da FAP, visita intercalada com pequenas entrevistas nos gabinetes e salas por onde passavam, terminando no refeitório da fundação, a essa hora quase repleto.

                 


                                     
                                                                  XXIII

                  Se o leitor chegou até aqui por capricho, paciência ou simples interesse pela história, terá curiosidade na abordagem e esclarecimento de alguns pontos.
                  Pensando e relendo o que relatei, sonho e fantasia parecem ser as bases de tudo o que está escrito. Pareço-vos cada vez mais dcidido a convencer-vos de que o sonho e a fantasia podem e irão converter-se em realidade económica perfeita, politicamente inatacável e ideal para a sociedade.
                  Porém, qual o sonho que não se pode converter em realidade ? Dir-me-ão que poderáo existir muitos.  Se entretanto me derem um exemplo, farei sempre a mesma pergunta: tem a certeza? E as respostas a esta pergunta repetem-se, é naural que se baseiem em probabilidades. No entanto, se há pobabilidade, por ínfima qaue seja, o acontecimento é possível. Ou que as respostas se baseiem nos argumentos "isso não pode acontecer" ou "nunca se viu nada disso". Porém a história universal está cheia de  de efemérides fantásticas, que um dia antes muita gente dizia que não poderiam acontecer. Ou, se escasseiam outros argumentos, invoca-se a alienação do contador da história, com gracejos ou mofas mais ou menos pesadas.

                  Passemos à fantasia e à sua transformação em realidade.       
(continua)                 
                                       

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